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Corrida das consagrações - Campeões de Portugal de Velocidade de 2022

Updated: Nov 22

Manuel Gião e Elias Niskanen duplos campeões da classe GT4 Pro no CPV e no SE, tal como Miguel Cristóvão e Francisco Carvalho na GT4 Bronze e Bruno Pires na classe GTC, enquanto António Coimbra e Luís Silva conquistaram o título da classe TCR no CPV e Daniel Teixeira no Iberian Supercars Endurance



A dupla Manuel Gião/Elias Niskanen, no Mercedes-AMG GT4 da Lema Racing, encerrou com chave de ouro a jornada de consagração do Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV) by Hankook e do Iberian Supercars Endurance, no Autódromo do Estoril, ao triunfar na última corrida da época que definiu os campeões das diferentes classes, sendo que a incerteza maior pairou no TCR e até à… última volta. Manuel Gião e Elias Niskanen (GT4 Pro), Miguel Cristóvão e Francisco Carvalho (GT4 Bronze), Bruno Pires (GTC) e António Coimbra e Luís Silva (TCR), além de Daniel Teixeira (TCR), foram os pilotos que fizeram a festa do título na tarde deste domingo.

Gião e Niskanen, que partiam para a segunda e última corrida com sete pontos de vantagem face aos espanhóis Fernando Navarrete e Gonzalo de Andrés na classe GT4 Pro, dominaram em absoluto e ficaram ainda mais à-vontade quando viram, logo na segunda volta, o McLaren 570S GT4 daquela dupla da SMC Motorsport envolvido num “toque” que ditou a sua prematura desistência. “Que grande deceção, sofrer um acidente assim logo no início, quando tínhamos boas perspetivas de acabar bem a corrida, e perder o campeonato desta maneira…”, lamentava Gonzalo de Andrés.



Na mesma “carambola” ficaram ainda Leandro Martins, no McLaren 570S GT4 da Araújo Competição, deitando por terras as aspirações do seu colega Álvaro Ramos, líder da classe GTC no Iberian Supercars, a quem bastava terminar a corrida para conquistar o título. “Tenho pena e lamento o que aconteceu, mas é a vida…”, referia Ramos, já conformado com o sucedido. Quem beneficiou foi Bruno Pires, o piloto do Porsche 911 Cup da Fabela Sport que já havia garantido na véspera o título daquela classe no CPV e agora juntou o do “Ibérico”, depois de ter ganho entre os GTC, voltando a fazer uma excelente corrida na companhia de Fábio Mota, premiada com o segundo lugar absoluto.



“Não sabia que também sou campeão do Supercars Endurance! Fico muito contente e só tenho a agradecer a ajuda do Fábio, que me incentivou bastante, da equipa Fabela Sport e da minha família”, declarou o novo campeão, enquanto o seu colega Mota acrescentava: “O Bruno, que é meu amigo de infância, merece os dois títulos. Fico muito feliz por ele, pela equipa e pelos patrocinadores. Obrigado a todos”.

No incidente da segunda volta e que motivou a entrada do safety-car para limpeza da pista esteve envolvido ainda o Audi RS8 LMS GT4 da Veloso Motorsport guiado por Patrick Cunha, então quarto classificado. Ainda conseguiu retomar a prova, já com um atraso considerável depois da ida à boxe para avaliar os estragos.

Vencedores da última corrida e campeões da classe GT4 Pro tanto no CPV como no Iberian Supercars Endurance, Manuel Gião e Elias Niskanen estavam, naturalmente, radiantes no final e o português fazia questão de salientar: “Correu tudo muito bem e o Elias seguiu na íntegra as ‘dicas’ que lhe dei, quer em relação ao arranque quer a outros detalhes, pois o nosso carro era rápido numas zonas e menos eficaz noutras. E a chave da nossa corrida estava aí, pois ele cumpriu a 100 por cento entregou-me o carro em boa posição e na parte final, já comigo a ouvir todos os ruídos do motor e não só, foi só controlar, para garantir a vitória e a conquista dos dois títulos. Parabéns ao Elias, à Lema Racing e um agradecimento especial a todos os patrocinadores deste projeto”.



Também de olhos nos títulos da classe GT4 Bronze esteve sempre a dupla Miguel Cristóvão e Francisco Carvalho, no McLaren 570S GT4 da Araújo Competição, a quem bastava o segundo lugar para fazer a festa. “Desde o início que andei à defesa e com muitas cautelas, para evitar toques e ainda vi uma carambola à minha frente, conseguindo entregar o carro ao Francisco perto dos primeiros lugares. Depois de todas as vicissitudes por que passámos desde o início da época, ser campeão acaba por ser um justo prémio”, disse Cristóvão, enquanto Carvalho afirmava pelo mesmo discurso: “Somos campeões e isso é uma grande satisfação, pois há muito que poderíamos ter assegurado a conquista do título, mas tudo acabou da melhor forma para nós”.

Interessante de seguir foi, também, o despique pelo último lugar do pódio na classe GT4 Pro, entre os Porsche Cayman de Quique Bordás e Pedro Bastos Rezende, da Garagam João Gomes, e de Tomasso Lovati e Óscar Pires, da Lema Racing, que apenas ficou decidido na derradeira volta. Rezende logrou superiorizar-se a Pires por apenas… 39 décimos de segundo.



A emoção foi uma constante na classe TCR desde a primeira volta e até ao baixar da bandeira xadrez, já que Daniel Teixeira, no CUPRA TCR da JT59 Racing Team estava “obrigado” a vencer a corrida e a somar a volta mais rápida para superar António Coimbra e Luís Silva, no Hyundai Elantra N TCR da Sports & You. Coimbra, que não fizera a qualificação, por motivos profissionais, largou do último lugar e o seu único objetivo era conseguir a volta mais rápida para somar o ponto extra face a Teixeira. “Por um ponto se ganha, por um ponto se perder! Fiz uma autêntica qualificação e consegui a volta mais rápida, que era a chave para chegarmos ao título, pelo que estamos muito satisfeitos…”, declarou António Coimbra, enquanto o seu colega Luís Silva contava: “Não consegui, no meu ‘stint’ manter-me à frente do Teixeira, andei sempre atrás dele na expetativa de que cometesse um erro, mas sabia que o nosso objetivo estava assegurado”. Para o piloto do CUPRA restou a consolação do título de campeão no Iberian Supercars Car Endurance: “Infelizmente, perdi o título do CPV por um ponto, parabéns ao António Coimbra e ao Luís Silva por terem alcançado a volta mais rápida, mas sou campeão do Iberian Supercars. Foi um campeonato muito disputado e há que endereçar os parabéns a quem definiu esta fórmula de manter tudo em suspense até à última corrida”, palavras de Daniel Teixeira.



CORRIDA 2

1º, Elias Niskanen/Manuel Gião (Lema Racing/Mercedes-AMG GT4/GT4 Pro), 24 voltas

2º, Fábio Mota/Bruno Pires (Fabela Sports/Porsche 911 Cup/GTC), a 2.352s

3º, Tomás Pintos/Guillermo Aso (SMC Motorsport/McLaren 570S GT4/GT4 Pro), a 12.321

4º, Daniel Teixeira (JT59 Racing Team/CUPRA TCR/TCR), a 33.430

5º, António Coimbra/Luís Silva (Sports & You/Hyundai Elantra N TCR/TCR), a 37.908

6º, Miguel Cristóvão/Francisco Carvalho (Araújo Competição/McLaren 570S GT4/GT4 Bronze), a

47.198

7º, Andrius Zemaitis (ProGT/Porsche Cayman GT4/GT4 Bronze), a 1.11.067

8º, Quique Bordás/Pedro Bastos Rezende (Garagem João Gomes/Porsche Cayman GT4/GT4 Pro),

a 1.41.526

9º, Tomasso Lovati/Oscar Pires (Lema Racing/Porsche Cayman GT4/GT4 Pro), a 1.41.565

10º, Patrick Cunha/Jorge Rodrigues (Veloso Motorsport/Audi R8 LMS GT4/GT4 Bronze), a 2 voltas

11º, Alvaro Fontes/Tomás Pinto Abreu (Tockwith Motorsport/Ginetta G50/GTC), a 2 voltas

12º, Alexandre Fonseca/Paulo Oliveira (Veloso Motorsport/Porsche Cayman GT4/GT4 Bronze), a 3

voltas

13º, Gonzalo de Andrés/Fernando Navarrete (SMC Motorsport/McLaren 570S GT4/GT4 Pro), a 20

14º, Leandro Martins/Álvaro Ramos (Araújo Competição/McLaren 570S GT4/GTC), a 22

15º, Gabriela Correia/José Correia (JC Group Racing/Mercedes-AMG GT4/GT4 Bronze) DNS







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