GT4 - Os cinco destaques da temporada
- Campeonato Portugal Velocidade
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Os três campeonatos do Campeonato de Portugal de Velocidade chegaram à pausa de Verão com uma temporada marcada pelo crescimento da adesão do público, por grelhas que se mantêm entre as maiores da Europa para os GT4, por uma estrutura competitiva que tem valorizado todas as categorias e por uma crescente internacionalização. Os motivos têm sido muitos após três etapas e reunimos os cinco factos que se destacaram até agora.
Muito público nos eventos
Uma das imagens de marca da temporada de 2026 tem sido a forte adesão do público. Independentemente das características de cada circuito, o Campeonato de Portugal de Velocidade têm conseguido atrair milhares de espectadores, confirmando o crescente interesse pela competição.
No Algarve, um circuito onde tradicionalmente é mais difícil mobilizar grandes assistências devido à sua localização, registou-se uma afluência muito significativa ao longo do fim-de-semana, cerca de cinco mil pessoas. Um dos momentos altos foi a visita ao pit-lane, durante a qual mais de mil adeptos puderam entrar na via das boxes, conhecer de perto os carros, conversar com pilotos e equipas e acompanhar os bastidores de uma prova internacional.
No Circuito de Jarama, em Madrid, a contar apenas para Campeonao de España de Supercars, confirmou-se uma vez mais a forte tradição do automobilismo espanhol. Cerca de 20 mil espectadores passaram pelo circuito durante o fim-de-semana do Jarama Classic, proporcionando um ambiente particularmente vibrante nas bancadas e no paddock.
Em Vila Real, como habitualmente, o traçado urbano voltou a transformar-se numa verdadeira festa do desporto automóvel. Milhares de pessoas ocuparam as ruas da cidade ao longo dos três dias de competição, mais de 100 mil, reforçando o estatuto da prova transmontana como um dos maiores eventos desportivos realizados em Portugal.
O contacto directo entre público, pilotos e equipas continua a ser uma das grandes apostas da organização, aproximando os adeptos do campeonato e contribuindo para uma experiência que vai muito além das corridas.

Corridas distribuídas por dois dias reforçam o espectáculo
Uma das novidades de 2026 foi a distribuição das duas corridas pelo sábado e domingo, em vez de ambas serem disputadas ao domingo, como acontecia até 2025, conjugada com a separação das grelhas de GT4 e GTC/Turismos. A alteração permite valorizar individualmente cada corrida e os respectivos vencedores, garantindo um momento de destaque para cada divisão em cada dia.
O novo formato dá também às equipas mais tempo para analisar os dados da primeira corrida, corrigir problemas e preparar a segunda, aumentando a capacidade de reacção entre as duas provas.
Para o público e para os meios de comunicação, a mudança representa igualmente uma mais-valia. Com transmissão televisiva nos dois dias, o Campeonato de Portugal de Velocidade ganha maior exposição e oferece aos espectadores uma oportunidade adicional para acompanhar a competição e viver as suas emoções já no sábado.

A ascensão da GT4 Pro-Bronze
A força da GT4 Pro-Bronze é evidente pela diversidade de protagonistas que têm lutado pelas posições cimeiras. Em seis corridas, três duplas diferentes já triunfaram na divisão, com José Carlos Pires e Francisco Abreu, da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal, Nuno Afonso e Alexandre Areia, da Gianfranco Motorsport, e Nuno Pires e Orlando Batina, da Batina Racing, a levarem os respectivos Toyota GR Supra GT4 EVO2 ao lugar mais alto do pódio.
A competitividade não se resume, porém, aos vencedores. Himar Acosta e Kyam Potez, em Mercedes-AMG GT4 da CV Performance x JP Motorsport, Guillermo Aso e Mario Pinazo, também num carro da marca de Estugarda mas da NM Racing Team, e Alfonso Colomina e Lluis Mas, em McLaren Artura GT4 da McLaren Barcelona – SMC Motorsport, têm igualmente demonstrado capacidade para lutar pelos lugares da frente.
Este equilíbrio reflecte-se directamente nas classificações, deixando completamente em aberto as decisões dos títulos da GT4 Pro-Bronze no Iberian Supercars, no Campeonato de Portugal de Velocidade e no Campeonato de España de Supercars. Com várias duplas separadas por diferenças reduzidas e ainda várias provas por disputar, qualquer uma delas pode assumir um papel determinante na luta pelos campeonatos.

O campeonato tornou-se verdadeiramente internacional
A internacionalização do Campeonato de Portugal de Velocidade continua a acelerar e constitui uma das tendências mais evidentes da temporada de 2026.
Para além das equipas e pilotos portugueses e espanhóis, o campeonato conta actualmente com participantes provenientes da Alemanha, Andorra, Austrália, Brasil, Colômbia, Dinamarca, Eslovénia, França, Ilhas Maurícias, Líbano, Lituânia, Moçambique, Países Baixos, Reino Unido, Roménia, Suécia, Suíça e Uruguai, perfazendo dezasseis países diferentes, realidade que se reflecte igualmente na diversidade das estruturas presentes no paddock.
Diversas equipas utilizam já o campeonato como parte integrante dos seus programas de formação de pilotos, enquanto jovens oriundos de diferentes países encontram no Campeonato de Portugal de Velocidade uma oportunidade para iniciarem o seu percurso nos GT4.
Esta diversidade contribui para elevar o nível competitivo do campeonato e reforça a sua projecção além-fronteiras, consolidando a competição ibérica como uma das principais referências da Europa no panorama dos GT.

A competitividade é extremamente elevada em todas as divisões
Poucos campeonatos conseguem apresentar um equilíbrio tão acentuado como aquele que se tem verificado durante a presente temporada.
Ao longo das seis corridas já disputadas - duas no Algarve, duas em Jarama e duas em Vila Real - apenas Francisco Mora e Rodrigo Almeida, em Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal, conseguiram repetir uma vitória absoluta. Todos os restantes triunfos foram repartidos por diferentes duplas, evidenciando a enorme competitividade existente.
Nuno Afonso e Alexandre Areia, Toyota da Gianfranco Motorsport, Luís Aguiar e Rafael Rajani, em McLaren Artura GT4 da McLaren Barcelona – SMC Motorsport, Tomás Teixeira e César Machado, em Supra da Speedy Motorsport, bem como Hendrik Still e Carlos Vieira, em Porsche Cayman RS CS da Veloso Motorsport, também subiram ao lugar mais alto do pódio, confirmando que existem diversos candidatos capazes de lutar pela vitória em cada fim-de-semana.
O equilíbrio estende-se igualmente às diferentes divisões do campeonato, onde as diferenças entre os principais protagonistas são curtas. Estratégia, gestão do tráfego, eficácia nas paragens nas boxes e consistência ao longo das corridas têm assumido um papel determinante na definição dos resultados, evidenciando a exigência da competição.
Este elevado grau de competitividade faz com que praticamente todas as corridas permaneçam em aberto até aos instantes finais, oferecendo um espectáculo desportivo de elevado nível e tornando imprevisível a luta pelas vitórias e pelos campeonatos.
A próxima etapa do Campeonato de Portugal de Velocidade disputa-se no Circuito de Jerez Ángel Nieto, entre 6 e 8 de Novembro, integrando o programa do Iberian Racing Festival Jerez. A competição regressa assim à pista andaluz para a terceira ronda da temporada, momento em que os campeonatos começam a entrar na sua fase decisiva.




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